JERUSALÉM

Jerusalém é a capital única eterna e indivisível do povo judeu

Texto de Theodor Fuchs, Rosh Hanagá do Betar Brasil em 2020

 

Visando discutir este extenso e complexo tema, o qual é mundialmente polêmico, considero de absoluta necessidade dividí-lo em três eixos de defesa principais: o Respaldo Ético, o Respaldo Histórico e o Respaldo Político-Moderno.

1) O Respaldo Ético
 

Primeiramente, deve-se isolar a utilidade da moralidade, o ético do conveniente. Para uma extensa gama de nações, não reconhecer Jerusalém como Capital de Israel é, de fato, o mais conveniente e estratégico a se fazer. Considerando o cataclisma geopolítico global, é evidente que servir aos interesses das nações árabes, detentoras das maiores reservas de combustíveis fósseis do mundo, é favorável às relações internacionais em sua maioria, tal como à economia e produtividade local. No entanto, o dilema filosófico do utilitarismo relativista versus o moralismo objetivo sobremerge obrigatoriamente nestas áreas de conflito. Da mesma forma com a qual não devemos prestar falso-testemunho à algum amigo íntimo, não devemos considerar outras alternativas senão Jerusalém como capital de Israel; pelo mero motivo de que a valorização da ética prevalece sobre o favorecimento da conveniência. E Jerusalém, segundo uma perspectiva Histórica e Política, é de justa posse judaica.
 

2) O Respaldo Histórico
 

Em segundo lugar, destaca-se o respaldo histórico em defesa de Jerusalém como capital única, eterna e indivisível da nação judaica. Por este prisma, é possível enxergar a incontestável relação do povo judeu e sua história e fé com o epicentro catalisador da cultura judaica. Ao realizar uma análise epistemológica, entende-se que Jerusalém provém
do hebraico bíblico Yerushalaim, ou seja, “A Cidade da Paz”. Curiosamente, já foi palco para um número colossal de batalhas e grande derramamento de sangue. Além disso, observa-se também seu segundo nome mais comum - Sião - ou Tzion - fazendo referência ao Monte Tzion, onde ficavam os Grandes Templos antes de suas respectivas destruições. Daí já nota-se a primeira e mais óbvia conexão judaica com a cidade, a qual possui a maior quantidade de referências na Torah (bíblia hebraica) do que qualquer outra palavra.

Ao longo dos milênios de sua existência, Jerusalém não foi a capital de nenhuma outra nação soberana. Jerusalém manteve-se como centro da vida nacional e espiritual do povo judeu desde que o Rei David fez dela a capital do seu
reino no ano 1003 (A.E.C). A cidade continuou a ser a capital da dinastia de David durante 400 anos, até que o reino foi conquistado pelos babilônios. Após o retorno do exílio babilônico, em 538 (A.E.C), Jerusalém tornou-se novamente a capital do povo judeu em sua terra para os próximos cinco séculos e meio. Após mais um forte período de repressão e expulsão, desta vez por parte dos romanos, houve algumas revoltas judaicas em busca da reconquista de sua soberania. Uma delas foi liderada por Bar-Kochba, na qual ele e seus guerreiros lutaram até o fim na fortaleza de Betar, onde se refugiaram. Depois disso, o imperador romano anexou toda região, chamando-a de Síria-Palestina para desassociá-la do povo judeu. Jerusalém passou a se chamar Aélia Capitolina. Mas isto não foi suficiente para acabar com a identidade nacional judaica. Por fim, quase 2 milênios depois, a capital do povo judeu enfim retornou às suas mãos, no ano de 1949. Não obstante, não é necessário limitar a conexão do povo judeu a somente Jerusalém. Ao observar o Chevron, uma cidade fronteiriça também sagrada para a religião judaica, encontram-se vestígios hebraicos datados como antiguidades milenares: lá surgiu - e perpetuou-se - a mais antiga comunidade judaica da história. O local possui 87 menções na bíblia e é nomeado em homenagem à Avraham, patriarca da religião judaica, o qual era também referido como Chaver - amigo. Se todo este enxoval de provas não é suficiente para atestar a ligação umbilical intrínseca do povo judeu com Eretz Israel e Jerusalém, e isto não legitima torná-la a capital de sua nação, tenho mais que sirva como o mínimo necessário de uma longa lista de exigências para legitimar.

 

3) Respaldo Político-Morderno
 

Como último ponto, mas não menos importante, cabe-se observar o prisma indicador de episódios recentes relacionados ao reconhecimento de Jerusalém como capital do povo judeu. Hoje, Israel ocupa uma área equivalente a 0,4% do Oriente Médio. Os países árabes, por sua vez, ocupam os 99,6% restantes. Muitos acusam Israel de ocupar suas terras. Mas são nestes ataques em que enfim transparece o maior motivo de sua insatisfação: o mais descarado e cabal antissemitismo.
Em 1947, após a Resolução da Partilha da Palestina pela ONU, Jerusalém havia ficado sob plena internacionalização territorial. A medida havia sido aprovada pela liderança judaica presente no Mandato Britânico da Palestina, porém rejeitada pelos árabes. Os posicionamentos perpetuaram até a consolidação do Estado de Israel. O único momento na história da humanidade sob o qual havia um Estado Judeu e Jerusalém não fora sua capital ocorreu durante a Guerra de Independência. Esta foi iniciada por uma coalizão de países árabes exatamente um dia após a fundação de Israel, em 1948, na qual foi imposto um cerco ao redor da Cidade Santa e o status de capital teve de ser obrigatória e estrategicamente transferido para Tel Aviv até 1949. Neste mesmo ano, David Ben-Gurion - primeiro primeiro- ministro israelense - declarou Jerusalém a "Capital Eterna" de Israel. Considerando que a Jordânia havia tomado a parte oriental da cidade através de um ato de agressão em 1948, ela nunca adquiriu a soberania legítima sobre a cidade. Israel conquistou a cidade por inteiro em 1967 durante uma guerra de autodefesa e, portanto, tem direito legalmente resguardado sobre a área, mesmo que quiséssemos ignorar todo o passado e elo da capital com o povo judeu. De 1948 a 1967, Jerusalém era uma cidade dividida, resultado de uma guerra que lhe foi imposta. Durante 19 anos, paredes de concreto e arame farpado separaram uma metade da outra. A sua parte oriental, inclusive a Cidade Velha, foi anexada pela Jordânia e governada de sua capital, Amã. O setor ocidental de Jerusalém se tornou a capital de Israel. Depois de mais uma guerra, em Junho de 1967, Jerusalém foi reunificada. As barreiras que dividiam a cidade foram derrubadas, os portões da Cidade Velha foram abertos às pessoas de todas as religiões, e o setor oriental foi reintegrado à capital do País. Basta observar como eram deixados os limites orientais de Sião quando sob domínio jordaniano, nos quais a entrada e livre-livre-circulação de judeus eram proibidas e a segregação e negligenciação reinavam, que entende-se o porquê da necessidade do controle israelense da área. O Kotel Hamaraví, local mais sagrado para todo o povo judeu, foi encontrado pelos chaialim (soldados) de Israel durante a Guerra dos Seis dias (1967) como um pútrido lixão. Hoje, sob domínio israelense, Jerusalém possui 550 mil judeus (e outras religiões em menor número) e 300 mil árabes convivendo pacificamente, sem profanações sagradas ou segregações religiosas. Não à toa Israel consolida-se, ano após ano, como a única democracia do Oriente Médio, equilibrando efetivamente valores judaicos e democráticos.

Em junho de 1980, o Knesset aprovou Lei Básica - Jerusalém; que restaurou os direitos e obrigações de Israel sobre o capital. A lei determinou que os lugares sagrados de todas as religiões seriam protegidos para evitar profanações, garantiu- se o livre acesso a eles e também que o governo ocupar-se-ia do desenvolvimento e da prosperidade da cidade, bem como o bem-estar de seus habitantes. Em contrapartida, a Organização das Nações Unidas segue optando em seguir o caminho da conveniência hipócrita em detrimento da ética histórica. Ao mais uma vez desafiar Israel como Estado soberano, aprovou a recente Resolução 63/30 de 2009 da Assembleia Geral, onde é afirmado que "todas as ações de Israel, a potência ocupante, de impor suas leis, jurisdição e administração na Cidade Santa de Jerusalém são ilegais e, portanto, nulas e sem validade, e exorta Israel a cessar todas essas medidas ilegais e unilaterais.”
Em suma, a fim de perpetuar a paz e a coexistência na eterna, única e indivisível capital do povo judeu, cabe citar uma frase do proferida pelo atual presidente dos Estados Unidos da América Donald Trump, o primeiro a de fato mover a embaixada americana para Jerusalém: "Jerusalém é, hoje, e precisa continuar a ser, o lugar onde judeus oram de frente para o Muro das Lamentações, onde os muçulmanos cultuam na Mesquita de Al-Aqsa e onde os cristãos percorrem a Via Crucis, o caminho percorrido por Jesus rumo ao Calvário." Cogitar outra alternativa senão Jerusalém unificada como capital de Israel é, portanto, violar a soberania nacional do Estado Judeu, ignorar completamente os laços milenares de uma nação tal como seu direito de auto-determinação em sua terra ancestral, e desrespeitar a história de um povo sofrido que em toda a sua existência sofreu incontáveis perseguições, o que serviu como faísca para o desperto do espírito sionista que hoje atua como vanguarda legionária de Eretz Israel.

Jerusalém ao longo da história 

Nesse texto, vamos dissertar sobre a origem e a história até os dias atuais. Vamos mostrar qual era o povo que tinha sob seus domínios Jerusalém, nossa capital indivisível e eterna.

  • Era do Cobre (4500-3500 a.C.)

 

Nessa época, ainda não existiam povos e, por isso, Jerusalém não podia ser considerada uma cidade. Porém, segundo arqueólogos, no território que no futuro seria Tzion, já havia um assentamento formado.


 

  • Era do Bronze (2000-1330 a.C.)

 

Foi nessa era que se teve o primeiro relato a Jerusalém, que, na época foi chamada de Rusalimum. Esse nome foi tirado de textos do Império Egípcio, povo que dominou a cidade durante toda essa era.

Além disso, foi nessa época que, segundo a bíblia, Avraham chegou a terra prometida e, em Jerusalém, aconteceu o famoso conto do sacrifício de Itzhak.


 

  • Conquista de Jerusalém por David (1100 a.C.)

 

Rei David e suas tropas atacam a cidade de Jerusalém, que pertencia aos Jebuseus, e conquista-a, tornando-a a capital do Reino de Israel. Ela foi de extrema importância política, pois não se situava no território de nenhuma das 12 tribos.

 

  • Construção do Primeiro Templo ( 832 a.C) 

 

O Primeiro Templo foi construído pelo Rei Salomão, filho do Rei Davi, na antiga Jerusalém. O Rei Salomão começou a construir o templo no quarto ano de seu reinado seguindo o plano arquitetônico transmitido por Davi. O trabalho prosseguiu por sete anos. O Templo Sagrado era o centro das tradições judaicas da época, eram feitos sacrifícios direcionados a D’us e onde estava a Arca da Aliança, que continha as Tábuas da Lei.

A destruição foi feita pelos babilônios reinado pelo Nabucodonosor II após o cerco de Jerusalém de 587 a.C.


 

  • Domínio Assírio e Invasão Babilônica (733-582 a.C.)

 

Nessa época, o Reino de Judá tinha o comando de Jerusalém e, para se defender dos ataques do reino de Aram, eles fazem uma aliança com os assírios. Nessa aliança fica acordado que Jerusalém seria vassala dos assírios, o que ocorre, inclusive com um cerceamento da cidade, até a invasão babilônica em 627 a.C.


 

  • Império Persa (539-332 a.C.)

 

Em 539, o Império Persa conquista o Império Babilônico, pondo fim ao exílio da Babilônia, com o Édito de Ciro, permitindo a volta dos judeus à Israel. Em 516, os judeus constroem o Segundo Templo.

Durante esse período, foi criada a Grande Assembléia (Knesset HaGdolá), que era composta por 120 sábios responsáveis por fazer leis e cuidar da área religiosa. 

  • Período Helenista (332-63 a.C.)

 

Em 332 a.C., Alexandre, o Grande, e suas tropas macedônicas conquistam o Império Persa e dominam Jerusalém. Este foi um período de perseguição e proibição às práticas judaicas.Em 200 a.C., o Império Selêucida conquistou a região de Israel, inclusive de Jerusalém. As práticas antijudaicas permaneceram, povoando uma imensa insatisfação na população. Por conta disso, em 167 a.C. começou a revolta dos Macabeus, que conseguiram libertar Jerusalém em 164 a.C.Logo em seguida, começou o Reino dos Chashmonaeus, o último período antes da diáspora em que nenhum império dominava Israel, que durou até a conquista dos Romanos, em 63 a.C..

  • Período Romano (63 a.C. - 313)

 

Foi nesse período no qual tiveram 3 acontecimentos muito importantes para a história de nosso povo. O primeiro foi a inauguração do Segundo Templo, foi durante o reinado de Herodes, conhecido como o “Rei dos Judeus”, que a construção mais bonita e sagrada para nosso povo foi inaugurada. O rei inclusive ajudou nas últimas reformas e fez o Templo ser o mais grandioso possível.

O segundo acontecimento foi a destruição desse mesmo Templo, no ano de 70. Depois de inúmeras perseguições a judeus e, consequentemente, várias resistências judaicas, os romanos destroem o Segundo Templo em Tisha B’Av.

O último acontecimento marcante dessa época foi a Revolta de Bach Kochbá. Revolta essa que durou aproximadamente 3 anos (132-135) e, durante esse período, nosso povo desenvolveu uma moeda e pode viver uma vida de acordo com a tradição judaica. Essa resistência teve a última batalha na fortaleza de Betar, onde Bach Kochbá e os judeus lutaram bravamente até a morte. Depois de conquistar Jerusalém novamente, os romanos a chamam de Aelia Capitolina e proíbem a entrada de judeus no lugar.

  • Império Bizantino (324-629)

 

Depois de alguns anos de Guerra Civil entre o Império Romano e o Bizantino, Jerusalém (Aelia Capitolina na época) fica sob comando bizantino. Nesse período foi construída a Igreja de Santo Sepulcro e permitem a volta dos judeus à cidade mais sagrada da nossa religião. No ano de 610 os judeus começaram uma revolta contra o imperador bizantino Heráclio. Liderados por Nehemiah ben Hushiel, logo depois nomeado como governador da cidade, conseguiram manter seu Governo por 3 anos até ser morto por um grupo de cristãos

  • Período Muçulmano ( 636 - 1098) 

 

No ano de 636 o Califado de Rashidun invade e toma a cidade de Jerusalém do Império Bizantino, tornando-se parte do Califado Árabe. É importante ressaltar que os árabes garantiram liberdade religiosa para não-cristãos, pela primeira vez desde o Império Romano.

No ano de 687 a Cúpula da Rocha é construída e se torna a primeira grande obra arquitetônica islâmica do Mundo.

  • Período das Cruzadas ( 1099 - 1260)

Esse período pode ser dividido em quatro menores: dois em que Jerusalém estava sob domínio dos cruzados e dois em que os muçulmanos recuperaram o controle de Jerusalém.

 

De 1099 até 1187, Jerusalém estava sob domínio do Primeiro Reino Cruzado. Neste período, a Mesquita do Domo da Rocha foi convertida numa igreja e a maioria dos judeus e muçulmanos que habitavam a cidade são mortos.

 

Em 1187, os muçulmanos recuperam o controle de Jerusalém e islamizam o Domo da Rocha novamente, após derrotarem os cruzados na Batalha de Hattin. Porém, em 1229, os cruzados voltam a dominar Jerusalém, ficando lá até 1244, quando perderam definitivamente este território, derrotando os cruzados em diversas tentativas de retomar Jerusalém.

 

Até 1260 quando foram derrotados para os Mongóis, os muçulmanos ficaram nesta região.

  • Período Mameluco ( 1260 - 1516) 

No ano de 1260, logo após os Mongóis tomarem a região os Mamelucos os derrotam na batalha de Ain Jalut, iniciando assim o período Mameluco em Jerusalém. 

  • Império Turco Otomano ( 1516 - 1917) 

Em 1516, após derrotarem os Mamelucos na Batalha de Marj Dabiq e  na Batalha de Yaunis Khan, o Império Otomano passa a dominar Jerusalém.

 

Nesse período, as muralhas de Jerusalém são reconstruídas, porém, em 1546, a região de Israel é atingida por um terremoto, danificando Jerusalém.

 

Em 1799, ocorre a frustrada tentativa de Napoleão de conquistar Jerusalém, sendo derrotado Cerco de Akko.

 

Durante o domínio do Império Turco Otomano, ocorreram diversos eventos importantes para o Movimento Sionista, como em 1881, quando Eliezer Ben Yehuda se muda para Jerusalém e começa a desenvolver o hebraico moderno. Além disso, as duas primeiras grandes ondas de aliot (1881 - 1903 e 1904 - 1914) ocorreram neste período. Outro importante evento foi a inauguração do Technion, a maior faculdade de tecnologia de Israel em 1912 em Haifa.

  • Mandato Britânico (1917 - 1947) 

O Mandato Britânico começou após o final da Primeira Guerra Mundial logo após a derrota dos Otomanos para os ingleses. 

 

Após a tomada da então Palestina, os britânicos prometem para os árabes e para os judeus um lar nacional neste território, para os árabes a Correspondência Hussein-McMahon e para os judeus a Declaração Balfour criada em 1917. Porém, França e Reino Unido decidem fazer um acordo secreto e dividir a região do Oriente Médio entre eles, chamado de Acordo Sykes-Picot.  

 

A Universidade Hebraica de Jerusalém (HUJI) é fundada (inaugurada em 1925) no Monte Scopus, na terra de propriedade do Fundo Nacional Judaico .

 

Em 1920 os tumultos de Nabi Musa na cidade velha de Jerusalém e nos seus arredores marcam o primeiro conflito em larga escala do conflito árabe-israelense .

 

Em 1939 é criado o Livro Branco de MacDonald que restringia a compra de terras e a Aliah.

 

O Hotel King David é explodido em uma operação pelo Irgun Tzvai-Leumi para a liberação da Palestina pelo britânicos em 1946.

29 de novembro de 1947 - O Plano de Partição da ONU pede a internacionalização de Jerusalém ( Resolução 181 da Assembléia Geral da ONU ).

  • Depois de 1948 (1948 - 1967) 

Depois de ficar mais de 1500 anos sob domínio não judaico, Jerusalém finalmente volta às mãos do povo escolhido. Isso ocorreu, pois, apesar da Partição da Palestina colocar Jerusalém como território internacional, a parte ocidental da cidade acabou sendo conquistada por Israel na Guerra de Independência.

Infelizmente, a parte oriental da cidade, onde está o Kotel Hamaravi, ficou sob domínio jordaniano. Durante esse período, o Muro das Lamentações foi usado como lixão pelos jordanianos.

  • Depois de 1967: 

Em 1967, ocorreu a Guerra dos 6 Dias, na qual Israel recuperou Jerusalém Oriental, podendo finalmente unificar Jerusalém sobre o domínio judaico. Por conta disso, todo 28 de Iyar, se celebra Yom Yerushalaim, dia em que Jerusalém foi reunificada.

 

No entanto, muitos países não reconhecem Jerusalém como capital de Israel, por isso deixam suas embaixadas em Tel Aviv. Porém, em 14 de Maio de 2018, os Estados Unidos mudaram sua embaixada para Jerusalém, reconhecendo esta cidade como capital eterna e indivisível de Israel.

©2019 by Betar Olamit.